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abril 25, 2007

Cíclope Cínico

DUPLO.jpgAorta.jpg
Aorta (s.f. do gr. aorté, "dependurado", pelo lat. aorte) 1. Grande túnel que liga o centro à periferia do corpo. É mais barato que o do Marquês e sempre inaugurado a tempo e horas, sendo, não obstante, igualmente desprovido de plano de emergência (ver aneurisma). 2. Greenpeace É a maior artéria do corpo. Contrariamente às grandes artérias urbanas, geralmente poluentes, transporta sangue sobrecarregado de oxigénio (mas ver ainda animais de sangue frio), mesmo quando saturado também de canabinóides e/ou cocaína (ver drogas recreativas) 3. Etimologia Hipocrates chamava aorté a cada um dos brônquios. Já Aristóteles, que percebia ainda menos de anatomia mas queria ser original, deu esse nome à estrutura na qual o coração estava "dependurado", parecia-lhe. Os franceses, que se vêem gregos para ler grego, acharam que esta artéria parecia um báculo episcopal e por isso chamaram crossa a uma simples curva 4. Contradições culinárias Os conhecidos "peixinhos d'aorta" nem são peixinhos, nem têm nada que ver com a ˜ 5. Afición A "faena" termina quando o matador coloca a espada entre as espaldas do animal, atingindo o coração ou provocando um irrecuperável traumatismo na ˜ (ver também traumatismo no escroto e chifralgia).

Publicado por Santiago às 11:50 PM | Comentários (1) | TrackBack

março 31, 2007

Cíclope Cínico

DUPLO.jpgRembrandt%27s.jpgAutópsia (s.f. do gr. auto, próprio + ópsis, visão) Exame de si próprio, mas que em medicina é um acto auxiliado e geralmente tardio. 1. Graves erros etimológicos Embora seja esta a palavra usada para descrever a inspecção e dissecção de um cadáver humano, alopsia, usando a raíz gega állos ("outro; "diferente") é que correctamente significaria: "Ver com os olhos dos outros" 2. Poirot desvenda o passado Na autópsia forense etimologicamente pura o crime é cometido no acto da sua investigação, daqui decorrendo que está resolvido antes de acontecer, mas infelizmente, tal como a cirurgia oftálmica ou a proctoscopia, é impraticável pelo próprio, mesmo com recurso às mais modernas técnicas de imagiologia. Jesus Cristo é o único indivíduo conhecido que a poderia ter realizado logo ao 3º dia, mas as crónicas coevas (ver Actos dos Apóstolos em dicionários menos cínicos) indicam apenas que Ele desapareceu quase 6 semanas depois, deixando um mistério ainda hoje mal solucionado. Vinga a tese de que não é adoptada mais vezes por, sendo o culpado simultaneamente vítima e médico legista, o enredo sair enfraquecido, quiçá implausível (sobre a implausibilidade, ver também criacionismo).

Publicado por Santiago às 6:35 PM | Comentários (0) | TrackBack

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