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junho 18, 2008

Paul Pott & Andrew Johnston- As Vozes

Paul%20Potts%201.jpgPaul Pott, um vendedor de telefones no País de Gales, revela o seu talento ao participar num concurso. Neste momento, depois de ter vencido o dito concurso, já vendeu mais de 1 milhão de albuns.

Andrew.jpgAndrew é um jovem de 13 anos que participou no mesmo concurso, vítima de bullying... Parece que também supreendeu, mas vale a pena ouvir. São vozes do outro mundo.

Andrew%20Junior.jpgPor curiosidade, o mesmo Andrew, uns anitos antes, já mostrava algum jeitinho...

Publicado por RPA às 10:49 PM | Comentários (0) | TrackBack

julho 25, 2006

Medicina alternativa vs. Placebo

Consideremos que:
- Os maiores factores na melhoria da condição de um doente são o tempo e a atenção que o médico lhe dá.
- Muitos doentes reagem tão bem a um placebo como a um medicamento normal
- Muitos indivíduos, se informados de efeitos secundários (fictícios) de um placebo, demonstram esses efeitos secundários quando tomam o placebo.
- Pacientes com doenças graves, se inseridos em grupos de apoio, têm melhor prognóstico do que indivíduos que lidam com a doença isolados.

Portanto:
Será que os efeitos da medicina alternativa conseguem ser totalmente explicados por factores psicológicos, entre eles o “efeito placebo”?

Curiosamente, uma das grandes dificuldades que a medicina alternativa enfrenta para se poder afirmar é precisamente a dificuldade que tem em criar placebos, ou controles negativos. Nos ensaios clínicos da medicina ocidental, um grupo de pacientes recebe o medicamento com o princípio activo, que foi desenvolvido via investigação científica, com a dose apropriada e possíveis efeitos secundários determinados em modelos animais e voluntários humanos. O outro grupo recebe o medicamento sem o princípio activo. (E é pena que não haja mais ensaios a usar um terceiro grupo que não recebe nada, o que daria melhor para testar o efeito placebo). Se o primeiro grupo apresenta melhoras significativas em relação ao segundo, o princípio activo no medicamento é considerado eficiente na dose utilizada.
O que acontece é que na maioria das terapias alternativas, é difícil estabelecer o equivalente da terapia sem o princípio activo. Para a acupunctura, por exemplo, há alguns estudos a ser feitos em que o placebo é uma agulha falsa que só pica a camada superior da pele, em vez de penetrar para as camadas inferiores como as agulhas verdadeiras. Mas há sempre o problema (o que também é uma das grandes vantagens de muitas terapias alternativas) de o tratamento ser diferente para cada doente, mesmo os que apresentam a mesma doença. O tratamento de enxaquecas, por exemplo, é apresentado como um dos grandes sucessos da acupunctura. No entanto, cada doente é examinado pelo praticante e os pontos de aplicação das agulhas podem variar de indivíduo para indivíduo. Sendo assim, torna-se difícil comparar os efeitos num doente que recebeu o tratamento com agulhas reais, contra outro que foi tratado com agulhas placebo.
No caso de terapias alternativas que consistem em ingestão de substâncias químicas, a dificuldade está em saber qual é o princípio activo, visto que o empirismo e a tradição determinam a escolha e a dose das substâncias. Alguns cientistas e/ou empresas farmacêuticas já começaram a tentar descobrir qual o princípio activo de alguns medicamentos tradicionais ou alternativos.
Apesar das dificuldades (que também são enfrentadas, em menor grau, pelos medicamentos ocidentais), os estudos para provar ou desprovar os efeitos “reais” (isto é, fisiológicos) das terapias alternativas continuam. Neste caminho, que não nego que deva ser percorrido, acho que estamos a perder uma lição importante. Os efeitos psicológicos de uma terapia podem ser muito difíceis de determinar, quantificar ou prever. No entanto, estão lá, existem e enquanto as terapias alternativas tem que provar efeitos fisiológicos para serem usadas em conjunto com a medicina ocidental, é importante não perderem as suas capacidades terapêuticas psicológicas. E talvez, quem sabe, a medicina ocidental passe a incorporar alguns destes aspectos nas suas terapias...

Publicado por MM às 5:07 PM | Comentários (0)

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